O Teatro Fábrica agora é TEATRO COLETIVO

Em 2009 o antigo Teatro Fábrica passará a se chamar definitivamente TEATRO COLETIVO. A mudança de nome é um marco da consolidação da vocação deste teatro que foi criado para ser um espaço de popularização do circuito cultural e da pesquisa artística de ponta.
O Teatro Coletivo é antes de tudo uma proposta política, que propõe agregar artistas, pensadores, educadores e platéias interessados na reflexão sobre as questões de nossa sociedade.
Nossa proposta é deter-se na busca de respostas e alternativas às perguntas fundamentais de nosso tempo, procurando meios de como a cultura, a arte, a ciência e a informação podem influenciar e modificar os rumos de nosso país e do mundo.
Através da aliança com novos parceiros e da consolidação das parcerias já conquistadas, pretendemos contribuir com a democratização do acesso à informação e à produção cultural.
Entre estas parcerias, destacamos desde já:

  • · o movimento dos grupos de teatro, que através de sua luta por políticas públicas para a cultura vem contribuindo para modificar o panorama cultural paulista e o paradigma do financiamento à cultura no Brasil do neoliberalismo;
  • · o projeto “Escovar a História a Contrapelo”, coordenando por Márcio Boaro, Mopnica Raphael e Iná Camargo Costa, que, através da Cia. Ocamorana procura desvendar a história sob o ponto de vista das classes populares, expondo com coragem os conflitos que originaram nossa sociedade, numa uma dramaturgia comprometida com as transformações sociais.
  • · a Rede Brasil e Rede São Paulo de Teatro do Oprimido, artistas e arte-educadores que estudam e praticam metodologia desenvolvida por Augusto Boal que configuram uma espetacular frente de ação invisível e fundamental em escolas, comunidades, prisões, instituições de saúde, difundindo valores como a ética e a solidariedade, na perspectiva de que a prática da arte é patrimônio e direito de todos e que ela pode levar a alternativas e soluções para questões fundamentais;
  • · aos artistas e educadores que unem a prática artística ao processo pedagógico, que nestes anos de pesquisa do Coletivo Núcleo 2 se agregaram a nós através das mais de 30 turmas da oficina “O Jogo Dramático na Sala de Aula”, realizadas em nossa sede e nos mais diversos espaços educacionais pela cidade
  • · os teatros e espaços culturais Folias D’Arte, Engenho Teatral, Teatro União e Olho Vivo, Redimunho, Parlapatões, Cia do Feijão, Cia. Do Latão, Studio 184, Commune, Sátyros, Teatro dos Arcos, Teatro X, Ágora, Pombas Urbanas, Teatro das Epifanias, Paidéia, Luz do Faroeste, Maquinaria, Espaço do Núcleo Bartolomeu, O Lugar, Teatro Oficina, Espaço dos Fofos Encenam, e todos os grupos que tiveram a coragem de abrir e gerir espaços, enfrentando a adversidade do mundo da mercadoria, rasgando a paisagem de concreto com lugares para a convivência e a troca humanas através da cultura;
  • · a Ação Educativa, ONG conseqüente e responsável que acolhe, incentiva e promove projetos de grande importância social e cultural, integrando esta rede de solidariedade fundamental;
  • · os movimentos sociais, que catalisam em ações concretas o desejo de todos por uma sociedade justa;
  • · o movimento sindical, que em sua luta diária no front do embate entre o capital e o trabalho, abre brechas e caminhos para alternativas de relacionamento social e a democratização do patrimônio humano;
  • · o movimento estudantil, em sua luta por uma difusão do conhecimento mais justa e comprometida com o desenvolvimento humano através de uma universidade e um sistema de ensino público de qualidade acessível a todos;
  • · a Cooperativa Cultural Brasileira e a Cooperativa Paulista de Teatro, que através do cooperativismo buscam uma forma mais igualitária de organização do trabalho artístico;
  • · todos os pesquisadores e estudiosos que se ocupam de uma reflexão teórica humanística conseqüente, que contribuíram e participaram de nossos ciclos de estudos e debates nestes últimos anos, destacando-se os ciclos “A Função Social da Arte”, “Diálogos com Brecht” e “A Perspectiva da Emancipação Humana”;
  • · de todos os indivíduos e entidades que pretendem e buscam uma prática social comprometida com a emancipação do ser humano e da sociedade, pois acreditamos que a liberdade individual e social é a finalidade e o objetivo do engenho e da aventura humanas.

Além dos acontecimentos no espaço físico do teatro, nosso site abrigará uma alternativa de informação e discussão sobre os temas e questões que estarão acontecendo no Teatro Coletivo e no panorama cultural, oferecendo possibilidades alternativas à visão e às ideologias hegemônicas, especialmente aquelas que das quais somos reféns pela mediação dos grandes veículos de comunicação e pesquisa.
Convidamos a todos que estejam mobilizados por estas questões a juntarem-se a nós, prestigiando nossas atividades, apresentando propostas, debatendo e discutindo em nossos fóruns, divulgando e participando ativamente do Teatro Coletivo.

Equipe do Teatro Coletivo

Duda Miranda
Jair do Nascimento
Laerte da silva Santos
Luciano Bueno
Márcio Boaro
Maria do Carmo (Didi)
Maria Firmino
Mônica Raphael
Rosangela Martins
Sérgio Audi

Colaboradores:
Ana Cotrim
Daniel Fonseca
Iná Camargo Costa
Vera Cotrim